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Editor: Bruno Zornitta - contato@fazendomedia.com


16.08.2006
LANÇADA CAMPANHA DE REESTATIZAÇÃO DA VALE
Governadora Rosinha tenta boicotar o ato de lançamento e polícia censura artista

Samuel Tosta/Sindipetro-RJ

Manifestação em frente ao Teatro João Caetano, no Rio

Por Bruno Zornitta - contato@fazendomedia.com

O Estado bem que tentou, mas não conseguiu boicotar o lançamento da campanha nacional pela anulação da privatização da Vale do Rio Doce. Primeiro por meio da governadora Rosinha Garotinho, que vetou em cima da hora o uso do Teatro João Caetano para o ato-show. Depois com a Polícia Militar, que ordenou o desligamento do som enquanto um manifestante cantava um rap que denunciava a violência policial nas comunidades pobres.

O ato de lançamento da campanha estava marcado para as 18h30 desta segunda-feira (14/8), mas por volta das 14h o comitê organizador recebeu a notícia de que a governadora vetara o uso do teatro, que pertence à rede estadual. "Com esta postura, fica clara a posição da governadora com relação à luta que estamos travando em defesa do patrimônio do povo brasileiro. Mostra que sua administração não respeita os acordos firmados e que gere o patrimônio público como se fosse propriedade particular", denunciava o panfleto feito às pressas para denunciar a arbitrariedade do Governo do Estado.

Com isso, a manifestação foi transferida para a porta do teatro. "A Rosinha deu um tiro no pé. Falamos não só para as pessoas que vinham ao ato, mas também para as que estavam passando pela Praça Tiradentes", disse o rapper Arcanjo, integrante do coletivo de hip hop LUTARMADA. Entretanto, devido à mudança do local do ato, as apresentações artísticas foram canceladas.

A exceção foi a apresentação de hip hop, realizada com auxílio do carro de som do ato. Enquanto Arcanjo cantava seu rap "Quem vai roubar sua alma agora?", um dos policiais que acompanhava a manifestação sentiu-se ofendido pela letra da música e mandou desligar o som. O rap denunciava a violência policial em comunidades pobres, com o uso do veículo blindado "Caveirão", e referia-se aos policiais como "emissários do demônio, treinados para matar". "Tivemos que lembrar aos policiais que a ditadura acabou", disse Arcanjo, que foi colocado em um táxi com outros companheiros para evitar a possibilidade de represálias por parte dos policiais.

No próximo dia 22 será realizada uma reunião da coordenação nacional da campanha para articular a continuidade da mobilização. O encontro será na sede do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação, na rua Evaristo da Veiga 55, 8º andar, no centro do Rio. O telefone da secretaria operativa da campanha é (21) 2240-8496. Entre em contato e saiba como aderir ao abaixo-assinado pela anulação da privatização da Vale do Rio Doce.

Mais sobre a privatização da Companhia Vale do Rio Doce: Movimentos exigem reestatização da Vale


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