
30.12.2006
EMISSORA QUE APOIOU GOLPE MIDIÁTICO NA VENEZUELA NÃO TERÁ CONCESSÃO RENOVADA
Por Marcelo Salles - salles@fazendomedia.com
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, confirmou que a concessão da emissora Radio Caracas Televisión (RCTV) não será renovada no próximo mês de março. O anúncio foi feito durante as comemorações de fim de ano das Forças Armadas.
"Se [a concessão] acaba em março, é melhor que vá preparando suas malas e veja o que vai fazer. Não haverá nova concessão para esse canal golpista que se chama Radio Caracas Televisión", disse Chávez.
A informação foi divulgada pela Telesul, que ressaltou que na Venezuela o espaço radioelétrico é propriedade do Estado, assim como no Brasil. O presidente Hugo Chávez disse ainda que não vai tolerar "nenhum meio de comunicação que esteja a serviço do golpismo nem contra o povo".
Quando fala em golpismo, o presidente venezuelano refere-se à tentativa de retirá-lo do poder à força, em abril de 2002, numa manobra coordenada por setores empresariais aliados à mídia privada e com apoio do Departamento de Estado dos EUA, como mostra o documentário A Revolução Não Será Televisionada (Kim Bartley e Donnacha O'Briain. Irlanda, 2003). Entre as empresas de mídia que participaram do golpe estava a RCTV, fundada em 1953 por William H. Phelps.
O movimento ficou conhecido como um golpe midiático, pois foi a partir da manipulação de imagens de um tiroteio entre civis que foi desencadeada a tentativa de derrubada de Hugo Chávez que, a propósito, foi apoiada editorialmente pelos meios de comunicação de massa brasileiros.
Saiba mais sobre a produção que conta em detalhes o golpe midiático de 2002 na Venezuela em www.chavezthefilm.com.
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