
Editor: Gustavo Barreto - gustavo@fazendomedia.com
19.02.2006
NOTAS
Gustavo Barreto - gustavo@fazendomedia.com
Radialista desaparecido no Paraguai
O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) expressou na última quarta (15/2) a sua preocupação com o paradeiro do locutor de rádio paraguaio Enrique Galeano, que está desaparecido desde 4 de fevereiro. O CPJ está investigando se existe relação entre o desaparecimento de Galeano e seu trabalho jornalístico. Ele apresenta um programa matutino de notícias e música na Radio Azotey e desapareceu em Yby Yaú, um pequeno povoado no Departamento de Concepción, no norte do país, afirmou ao CPJ Julio Benegas, secretário-geral do Sindicado dos Jornalistas do Paraguai.
Galeano trabalha para a Radio Azotey desde janeiro. O dono da estação de rádio pertence ao partido governista Colorado. A polícia de Horqueta, a capital do departamento, confirmou ter recebido ameaças de morte anônimas contra Galeano, em janeiro, e efetivado a custódia policial a ele durante quatro dias após as ameaças, informou a imprensa local. Não está claro se Galeano recebeu pessoalmente as ameaças de morte. O Sindicato dos Jornalistas do Paraguai informou o Ministério do Interior sobre o desaparecimento de Galeano e solicitou que a polícia inicie uma investigação.
"Estamos preocupados com o paradeiro de Enrique Galeano", disse a Diretora-executiva do CPJ, Ann Cooper. "Instamos as autoridades paraguaias a conduzir uma investigação rápida e exaustiva, localizar Galeano e trazê-lo em segurança". O CPJ é uma organização independente, sem fins lucrativos, radicada em Nova York, que se dedica a defender a liberdade de imprensa em todo o mundo.
Nasa recebe mais denúncias de censura
Membros indicados pelo governo no escritório de imprensa da Nasa exerceram forte pressão durante a campanha presidencial americana de 2004 para reduzir as notas à imprensa relativas a geleiras, clima, poluição e outros temas de ciências da Terra, segundo representantes do escritório de relações públicas da agência. A informação saiu no jornal Folha de S. Paulo desta sexta (17/2), reproduzindo apuração do New York Times.
A revelação surge cerca de duas semanas depois que o administrador da Nasa, Michael Griffin, pediu por "abertura científica" na agência. Em resposta a esse pedido, pesquisadores e funcionários de relações públicas revelaram como indicados políticos alteraram ou limitaram notas à imprensa em descobertas científicas que poderiam entrar em conflito com as posições do governo de George W. Bush. Alguns exemplos foram reportados a cientistas e gerentes seniores que estão reunindo reclamações como parte de uma revisão de política exigida por Griffin, que se tornou administrador da Nasa em abril do ano passado.