
08.08.2007
MOVIMENTOS SOCIAIS RESPALDAM UNIDADE NACIONAL E EXIGEM REDAÇÃO FINAL DA NOVA CONSTITUINTE BOLIVIANA

Por Redação (*) - contato@fazendomedia.com
O encontro dos movimentos sociais cívicos populares e de povos indígenas originários campesinos foi concluído na sexta-feira, 27 de julho, e decidiu exigir à Assembléia Constituinte a aprovação da nova estrutura Constitucional até esta segunda-feira, 6 de agosto.
A reunião, que congregou aproximadamente seis mil representantes, teve dois momentos culminantes. O primeiro, quando o chefe de bancada do MAS (partido Movimiento al Socialismo) na Constituinte, Roman Loayza, dançou com uma representante do estado de Santa Cruz que movimentava a whipala (bandeira originária representativa sobretudo para os povos indígenas) e a bandeira de Santa Cruz. O segundo, quando uma troca de objetos entre dirigentes camponeses dos estados de Chuquisaca e La Paz - como forma de mostrar a unidade nacional - emocionou os presentes.
O encontro aprovou e divulgou um documento de 15 pontos que destaca o pedido de que a Assembléia Constituinte inclua no projeto da Nova Carta Magna a caracterização do Estado boliviano como plurinacional comunitário.
Também declarou um estado permanente de emergência na vigilância da Assembléia Constituinte "a fim de que conclua um projeto de Carta Magna que inclua as reivindicações dos movimentos sociais, não apenas como assembleístas, mas em qualidade de representantes dos setores sociais".
O encontro de mais de seis horas contou com a participação de delegações de campesinos e originários dos nove estados e representações de associações de moradores de bairros.
Indefinição de prazos
Como mostrou a repórter Raquel Junia, deste Fazendo Media, foi intenso o processo de negociação da nova Constituição Política da Bolívia. No dia 3 de julho, o prazo para aprovação do texto foi prorrogado por diferenças ideológicas de grupos sociais representados na Assembléia Constituinte. Nesta oportunidade, com 150 votos dos 217 constituintes presentes, foi acordado que o texto constitucional deve estar pronto até o dia 14 de dezembro.
O prazo final estabelecido pela lei de convocatória da Assembléia Constituinte era seis de agosto. Grande parte dos movimentos sociais, no entanto, reivindicam o retorno ao prazo inicial. Na plenária também houve posições de que se deveria ampliar a Assembléia sem um novo prazo fixo.
(*) Com informações da Prensa Constituyente, de Sucre.