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A CAIXA-PRETA DAS CAIXAS-PRETAS

 



Editor: Leon Corrêa - correa@fazendomedia.com


28.06.2006
VITÓRIA CONSERVADORA, MARCAS E PALPITES

Por Marcelo Salles - salles@fazendomedia.com

O dilatado placar não reflete o jogo que foi Gana 0 x 3 Brasil. Do mesmo modo, poderia ter sido 3 x 0 para o adversário, caso ele tivesse mais sorte nas finalizações e nas defesas de seu goleiro. Porque, em termos de oportunidades, os africanos levaram vantagem.

Ronaldo: mesmo acima do peso, conseguiu um lindo gol. Um gol que lembrou os dias de fenômeno que, infelizmente, ficaram para trás. Para trás no tempo e nas jogadas seguintes contra Gana.

Parreira: segue conservador, admirador de Carlos Lacerda, o governador golpista da Guanabara que afogava mendigos no Rio Guandu.

Mesmo tendo Gilberto jogado bem contra o Japão, Parreira mantém Roberto Carlos que, na única vez que foi ao ataque contra Gana, recebeu a bola livre de marcação e isolou.

Mesmo Cicinho tendo jogado melhor, Parreira consegue manter Cafu que, sem nenhum constrangimento, gargalha ao falar dos recordes pessoais que está conquistando apenas por entrar em campo.

Pra completar, Parreira, o conservador, consegue inibir - e se orgulha disso - o estilo de jogo que faz dos nossos jogadores os mais cobiçados do mundo, os mais habilidosos, os mais "brincalhões".

Assim, o time fica nesse sufoco, todo mundo enfurnado no meio, sem apoio dos laterais. O triste é que a seleção brasileira é tão boa, mas tão boa, que vence mesmo escalando jogadores em franca decadência.

Se continuarmos jogando assim, poderemos até chegar à final. Mas não por apresentar um bom futebol, e sim por contar com a sorte - essa danada, que costuma ir embora sem se despedir. O fato de Dida estar se transformando no destaque brasileiro a cada jogo não me deixa mentir.

Espanha: triste fim. Pela campanha até aqui, não merecia a desclassificação.

França: pelo contrário, não merecia a classificação. Mas o futebol é assim. Felizmente.

As marcas

Início da Copa: Puma (12), Nike (6), Adidas (6), Umbro (2), Lotto (2), Marathon (1) e Joma (1).

Oitavas-de-final: Puma (3), Nike (5), Adidas (4), Umbro (2), Lotto (1) e Marathon (1).

Quartas-de-final: Puma (1), Nike (2), Adidas (3), Umbro (1), Lotto (1).

Pela observação das marcas, fica evidente que Nike e Adidas comandam o espetáculo. Individualmente, possuem mais representantes nas quartas-de-final do que qualquer outra. Juntas, têm 62,5% de presença entre as oito seleções finalistas. Registre-se: a única seleção da Puma que segue, a Itália, foi favorecida duas vezes pela arbitragem (leia os detalhes nos textos anteriores).

Os continentes

Início da Copa: Europa (14), África (5), América do Sul (4), América do Norte (2), América Central (2), Ásia (4) e Oceania (1).

Oitavas-de-final: Europa (10), África (1), América do Sul (3), América do Norte (1) e Oceania (1).

Quartas-de-final: Europa (6), América do Sul (2).

Palpites

A Alemanha vence a Argentina, a Itália passa pela Ucrânia, Portugal bate a Inglaterra e o Brasil elimina a França.

Depois, o Brasil vence Portugal e a Alemanha derrota a Itália. Na final, vence a Adidas com os donos da casa.

Ranking marca/min:

Puma - 1.840 min
Adidas - 1.110 min
Nike - 1.100 min
Umbro - 60 min
Lotto - 355 min
Marathon - 180 min
Joma - 135 min

O método usado para chegar a esses números foi o seguinte: foram considerados 45 minutos para cada patrocinador por jogo, imaginando uma situação ideal em que a Fifa dedique o mesmo tempo de imagens para cada seleção. Depois multiplicamos esse valor pelo número de partidas disputadas pelas seleções identificando sempre o patrocinador esportivo. As prorrogações (30 min) e as disputas por pênaltis (10 min) também entram na conta.

Ranking por patrocinador:

Nike: 45 pontos
Adidas: 41 pontos
Puma: 40 pontos
Umbro: 15 pontos
Marathon: 6 pontos
Lotto: 6 pontos
Joma: 0 pontos

Leia outras informações sobre as marcas da Copa aqui e sobre o trabalho escravo empregado por Nike e Adidas aqui.

E leia também:

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