......................................................... POR UMA CPI NA MÍDIA
A CAIXA-PRETA DAS CAIXAS-PRETAS

 



Editor: Leon Corrêa - correa@fazendomedia.com


23.06.2006
RIO DE JANEIRO 4 x 1 JAPÃO

Por Marcelo Salles - salles@fazendomedia.com

Com gols de Ronaldo (2), Juninho Pernambucano e Gilberto, a seleção brasileira venceu o Japão comandado por Zico nesta quinta-feira. Os três jogadores que marcaram pelo Brasil foram revelados por clubes cariocas (São Cristóvão, Vasco e Flamengo, respectivamente).

Finalmente, uma boa apresentação dos canários, não por coincidência com a escalação, desde o início, de Robinho, Juninho Pernambucano, Gilberto Silva, Cicinho e Gilberto.

Tem mais. Se não fosse a excelente atuação do goleiro japonês, era para o Brasil ter marcado seis ou sete vezes. Os jovens laterais contrastaram desde o início com a atuação lenta de Cafu e Roberto Carlos.

Gilberto Silva manteve o rendimento no meio-campo, Robinho deu outra cara ao ataque brasileiro (cara de ataque) e Juninho Pernambucano mostrou para as 500 milhões de pessoas que o assistiam que a seleção brasileira é ele e mais dez.

Juan, zagueiro revelado pelo Flamengo, teve atuação majestosa. O Veríssimo, que está lá na Alemanha, deve ter preenchido sua eterna privação do zagueiro absoluto. Porque é assim que Juan tem atuado nessa Copa. Absoluto.

Fenômeno de mídia

Bastou que Ronaldo fizesse o que se espera de um atacante (gols) para que os jornais estampassem em manchete: "A volta do fenômeno". Ora, meu Deus. Se para ser fenômeno basta fazer gol de cabeça cara-a-cara com o goleiro e outro depois de arriscar diversas vezes, então está cheio de fenômeno por esta Copa.

Ronaldo já foi um jogador fenomenal, com seus dribles desconcertantes e arrancadas verticais. Já foi. Hoje se trata apenas de um bom jogador, como outros tantos. Já disse aqui e repito: qualquer bom atacante que for escalado numa seleção como a brasileira terá inúmeras oportunidades de fazer gols. Aproveitará umas e desperdiçará outras. Não há nada de fenomenal nisso.

Pela manhã a Itália venceu a República Tcheca por 2 x 0. Os italianos não mostraram um bom futebol, mas terminaram em primeiro do grupo E com 7 pontos. Gana ficou em segundo lugar com 6.

Claro que o resultado não teria sido esse caso o juiz brasileiro Carlos Eugênio Simon não tivesse deixado de marcar dois pênaltis (sendo um deles indiscutível) a favor da seleção africana na primeira rodada, quando enfrentou a Itália.

As marcas nas oitavas-de-final

Na última rodada a Puma emplacou duas seleções nas oitavas-de-final. A Itália, que pega a Austrália, e Gana, que enfrentará o Brasil. Pode ainda conseguir Tunísia ou Arábia Saudita e Suíça. Com a queda dos EUA, agora Nike (México, Portugal, Holanda, Austrália, Brasil e talvez Coréia do Sul) e Adidas (Alemanha e Argentina; possivelmente Espanha e França) só podem alcançar 10 seleções nas oitavas. A Umbro já garantiu as suas duas (Inglaterra e Suécia) e a Marathon (Equador), outra.

Os seis jogos já definidos das oitavas-de-final são:

Alemanha x Suécia
Inglaterra x Equador
Argentina x México
Portugal x Holanda
Itália x Austrália
Brasil x Gana

Olhando por outro ângulo, fica assim:

Adidas x Umbro
Umbro x Marathon
Adidas x Nike
Nike x Nike
Puma x Nike
Nike x Puma

Ranking por patrocinador, atualizado:

Nike: 39 pontos
Puma: 34 pontos
Adidas: 26 pontos
Umbro: 12 pontos
Marathon: 6 pontos
Lotto: 3 pontos
Joma: 0 pontos

Leia outras informações sobre as marcas da Copa aqui e sobre a exploração de trabalho escravo pela Nike e Adidas aqui.

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