
Editor: Leon Corrêa - correa@fazendomedia.com
22.02.2006
UM FENÔMENO DE MÍDIA
Por Marcelo Salles - salles@fazendomedia.com
Thierry Henry recebeu a bola no meio-campo, se livrou de Ronaldo e avançou. Deixou para trás Beckham, Guti e Gravesen. Ainda em velocidade, já dentro da área, tocou com a perna esquerda para marcar o único gol da vitória do Arsenal sobre o Real Madrid, ontem, em jogo que valeu pela Copa dos Campeões da UEFA.
"O Grande jogador precisa ser sempre elogiado e o jogador que é produto da mídia precisa ser sempre criticado para que o telespectador não seja enganado", disse Mário Sérgio, que comentava a partida. Pode não ter sido um recado direcionado a Ronaldo, mas serviu.
Há muito tempo o jogador brasileiro não faz uma boa apresentação. Desde a primeira lesão no joelho, em razão do crescimento desproporcional de seu corpo, a verdade é que Ronaldo vive de mídia. E por isso mesmo é mantido no time, pois mídia vende. Camisas, comerciais, chuteiras, tudo. Mas há uma grande diferença entre aquele jogador de antes da contusão, que encantava com suas jogadas, para este de hoje, que mal consegue esconder a expressão de tristeza por não mais conseguir vencer os adversários - por mais que Galvão Bueno diga o contrário.
Por isso mesmo, não surpreende a reação da torcida merengue. Ronaldo não aceita as críticas e ameaça abandonar o clube. Agora o Real precisa vencer por 1 a 0 o Arsenal para levar a decisão desta etapa para os pênaltis, ou então fazer dois gols de diferença no tempo normal. O empate classifica o time inglês para as quartas-de-final.
Uma curiosidade: 78 mil torcedores estiveram presentes no Estádio Santiago Bernabéu. Aqui no Brasil, depois que a televisão passou a mandar nos horários dos jogos e os principais jogadores se mudaram para a Europa e a administração dos clubes ficou na mão de irresponsáveis e...
Deixa pra lá.