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11.05.2007
REGIONALIZAÇÃO É FUNDAMENTAL NA TV PÚBLICA

Elza Fiúza/ABr

I Fórum Nacional de TVs Públicas

Por Gabriela Guedes, de Brasília - Observatório de Favelas

A necessidade de haver uma produção mais independente e regionalizada foi discutida no segundo dia do I Fórum Nacional de TVs Públicas, realizado em Brasília. As questões sobre o Grupo de Trabalho (GT) de Programação e Modelos de Negócio (um dos vários que compõem o Fórum) foram o tema das falas de cinco expositores de diferentes segmentos.

A TV Escola, a secretaria de Audiovisual do Ministério da Cultura, o Instituto de Estudo e a Associação Brasileira de Produtores Independentes estiveram presentes. Com base no relatório do GT e nas experiências próprias, cada um ofereceu sua contribuição ao debate.

Iniciando a programação, Beth Carmona, presidente da TVE Brasil, coordenadora da mesa e relatora do GT, ao falar sobre as diferenças entre forma de TV não comercial, frisou o papel das emissoras comunitárias: "Temos que perceber a importância desses canais, que representam determinados grupos da sociedade e seus interesses específicos, refletindo as necessidades das comunidades, são locais", afirmou Carmona.

Com tempo reduzido, a parte sobre financiamento, pouco explorada, foi ofuscada pelas propostas e dúvidas sobre a programação. Apesar das diferentes atuações e histórias, todos os convidados demonstraram que a questão da regionalização é o meio disponível tanto para diversificar a programação quanto para ampliar o número de pessoas realizadoras de comunicação, pela televisão e, conseqüentemente, da cultura. É a forma de incluir as diferenças sociais, étnicas e de pensamento.

O secretário nacional de Audiovisual do Ministério da Cultura, Orlando Senna, dentre vários exemplos de realizações, citou o DOC TV, projeto que auxilia a produção e a difusão de documentário; e o Revelando Brasis, que oferece aos cidadãos de cidades com menos de 20 mil habitantes a possibilidade de construírem filmes ou documentários com uma visão de "dentro para fora", modificando a maneira comum de visualização dessas sociedades.

Boa parte do debate foi prejudicado por estar com uma hora além do tempo previsto. Porém, Nelson Hainneff, diretor do Instituto de Estudos da Televisão (IETV), encerrou a exposição resumindo que a televisão pública debatida nesse espaço deve traduzir a diversidade experimental, original, independente e com gestão plural.

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