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A CAIXA-PRETA DAS CAIXAS-PRETAS

 



08.02.2006
VOZES DA DEMOCRACIA

Por Intervozes - www.intervozes.org.br

Não existe democracia sem comunicação democrática. Foi com base nessa reflexão que nasceu o livro Vozes da Democracia, que mostra o papel da comunicação no processo de resistência à ditadura militar e de redemocratização do Brasil.

A publicação - uma obra do Intervozes publicada em parceria com a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo e licenciada pelo Creative Commons (o que permitirá, entre outros usos não comerciais, seu download pela Internet) -, resgata experiências pouco conhecidas no país. Fala do fortalecimento da comunicação comunitária, da volta da liberdade nas redações, da multiplicação de veículos de informação populares, alternativos e independentes. Também conta a história de iniciativas, movimentos e atores relacionados à construção de políticas democráticas de comunicação.

São 23 textos, pesquisados e escritos por 32 repórteres, de Porto Alegre ao Vale do Juruá, no Acre, que incluem depoimentos, entrevistas e relatos de ações de resistência coletados em todas as regióes do país - a grande maioria até hoje restritos ao espaço local de sua incidência histórica.

Entre eles estão a história do "Coojornal", de Porto Alegre; do jornal "Posição", do Espírito Santo; da rádio "Papa Goiaba", do Rio de Janeiro; do jornal "Fifó", de Vitória da Conquista; do "Jornal da Cidade", de Aracaju; da "Coojornal", de Natal; do "Porantim", de Brasília; do "Jornal Pessoal", de Belém.

O livro traz ainda uma pesquisa de contextualização política e social das lutas do período nos mais diversos estados das cinco regiões do país, elaborada com a participação de nomes como Élson Faxina, Bernardo Kucinski, Sérgio de Souza Brasil, Vito Giannotti, Sérgio Gomes, Dom Paulo Evaristo Arns, José Marques de Melo, Gilberto Nascimento, Washington Novaes, Dom Luciano Mendes de Almeida, Regina Festa, Luiz Momesso, Albino Rubim e Lúcio Flávio Pinto. O prefácio é de Venício Artur de Lima.

"O resultado é uma publicação que, acreditamos, consegue lançar um olhar sobre o Brasil como um todo, com suas diferenças e contradições, especialmente quando o país busca, mais uma vez, compreender o significado deste período para o momento político que vivemos hoje", avalia o jornalista Antonio Biondi, um dos editores do livro. "Dessas histórias, podemos apreender que não existe democracia se cada pessoa não puder exercer seu direito de se comunicar", completa, destacando que a publicação deve servir não somente como material de reflexão, mas também de estímulo a novas iniciativas.


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