Enquanto a Revista Veja se
esforça sem sucesso em desconstruir a imagem de Che Guevara,
movimentos sociais, instituições e outros grupos
políticos têm no líder
revolucionário um exemplo. Para além da
comercialização da imagem em camisetas, Che
é nome de escola, assentamentos e coletivos no continente
sul-americano.
Na comemoração dos 40 anos
da morte de Guevara, uma exposição de cartazes
conta um pouco da história dele e da América
Latina. A exposição está sendo
organizada pela Organização de Solidariedade aos
Povos da Ásia, África e América Latina
(OSPAAAL) e foi inaugurada em Havana no dia cinco de outubro desse ano.
"Che Guevara, Ontem, Hoje e Sempre" é
o nome da exposição. Segundo os organizadores,
serão expostos 12 cartazes inéditos em desenho,
20 cartazes produzidos pela OSPAAAL ao longo de 41 anos de
existência da organização, todos com
imagens de Che, e também cerca de 40 cartazes que retratam
momentos políticos do séc. XX na Ásia,
África e América Latina.
No Brasil, cidades como São Paulo,
Fortaleza, Rio de Janeiro, Nova Friburgo, Niterói, Cerrado e
Pelotas receberão a exposição. A
OSPAAAL foi um dos resultados da Conferência Tricontinental,
realizada em 1966, em Havana e convocada por lideranças
políticas como o próprio Che Guevara. O atual
presidente da organização, Alfonso Fraga,
estará no Brasil na próxima semana para inaugurar
exposições. Entre elas, a que se
realizará em Niterói.
"Che Guevara, Ontem, Hoje e Sempre"
estará na Biblioteca Central do Gragoatá, no
campus do Gragoatá da Universidade Federal Fluminense (UFF),
em Niterói, entre os dias 26 e 29 de novembro. No dia 26,
Alfonso Fraga inaugurará a exposição
às 19 horas.
Para informações sobre os
outros lugares que receberão a
exposição, acesse o sítio da Revista
Tricontinental: http://www.inverta.info/tricontinental