ASSALTOS A BANCOS
por Roméro da Costa Machado, escritor.

Detalhando o artigo de 28 de junho de 1993, publicado na Tribuna de Imprensa, hoje vamos abordar a questão dos assaltos a bancos: Banerj, Banco do Brasil, Caixa Econômica. Pois foi neste quesito (assalto a bancos) que o conhecido jornal combativo "O Pasquim", em 26/09/83, homenageou o "imortal" (hoje morto) Roberto Marinho, com o título de "O maior assaltante de bancos do Brasil".

À época O Pasquim comparava o assalto do Banerj (por Roberto Marinho) aos grandes assaltos praticados pelas grandes falanges criminosas e especializadas em assalto a bancos, e demonstrava, sobejamente, que os ditos criminosos profissionais não passavam de meros amadores perto de Roberto Marinho.

Noticiava O Pasquim, em memorável edição, que causou enorme comoção e desespero nos corredores globais: "Nos dias 28 de fevereiro e 29 de maio de 1980, sem nenhum registro na crônica policial, foram praticados os dois maiores assaltos a banco da história do Brasil. Em duas operações distintas, o grupo do Sr. Roberto Marinho levantou no Banerj, a juros de dois por cento ao mês, a importância de 449 milhões e 500 mil cruzeiros" (Aí O Pasquim traçava um parâmetro entre os dois por cento ao mês pagos pela Globo ao Banerj e quanto isso renderia se o dinheiro fosse aplicado no próprio Banerj, onde foi tomado o empréstimo. Isto alcançou a módica cifra de três milhões de dólares, equivalente hoje a mais de vinte milhões de dólares, só de rendimento. Vale dizer, este dinheiro renderia tão espetacular lucro sem sequer sair do banco, bastando tirar o dinheiro da conta empréstimo e creditando-o em aplicação financeira no próprio banco).

Segue O Pasquim: "Nenhuma outra quadrilha, inclusive movimentos terroristas, lucrou tanto no negócio de assalto a banco como a quadrilha da Rede Globo. Só no Banerj expropriou um bilhão e oitocentos milhões de cruzeiros. Em retribuição, Roberto Marinho levou toda a diretoria do Banerj para trabalhar na Globo: Miguel Coelho Neto Pires Gonçalves, Diretor Superintendente do Banerj virou Superintendente da Rede Globo; Antônio Carlos Yazeji, Paulo Cesar da Silva Cechetti e Pedro Saiter (ex-vice-presidente, ex-diretor, ex-gerente geral, todos do Banerj) foram agraciados com pomposas diretorias na Rede Globo."

No Banco do Brasil Roberto Marinho obteve empréstimo favorecido ao juros de 1% ao mês. No Banco Central conseguiu remeter dinheiro para o exterior a um câmbio 30% a 40% abaixo do câmbio livre e oficial, gerando uma lucratividade de milhões e milhões de dólares. Na Caixa Econômica Federal, da verba dos trabalhadores para a construção de habitação popular (FGTS), Roberto Marinho obteve inicialmente 37 milhões de dólares para construir o Projac (centro de produção da Globo em Jacarepaguá), e continuou pegando dinheiro favorecido em bancos até enriquecer irremediavelmente.

Com tanto favorecimento, não havia como não enriquecer. Pois nem o maior incompetente deixaria de enriquecer com tanto dinheiro fácil entrando a rodo. Mas, nem por isso a Globo parou por aí. Tomando dinheiro em várias fontes, a Globopar alcançou um endividamento de cerca de três bilhões (repetindo: três BILHÕES de dólares), uma dívida impagável, e que a Globo quer e espera ser socorrida pelo governo federal através do BNDES, e por este motivo não critica o governo e faz tanta propaganda favorável à administração pública. (Mas isso é outra longa história para um outro artigo)

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