Doze anos de terrorismo de Estado contra a tradicional Casa do Índio no Rio de Janeiro
Por Patrick Granja, 02.11.2011A tradicional Casa do Índio, na Ilha do Governador, Rio de Janeiro, está na mira da obscura política indigenista do gerenciamento tampão de Dilma Rousseff. Desde 1999, com a criação da Fundação Nacional de Saúde, a Funasa, a Casa do Índio começou a ter seus recursos cortados pelos gerenciamentos de turno. A instituição foi criada em 1968 para auxiliar índios portadores de deficiências físicas, mentais e doenças crônicas. Sua fundadora e diretora, Eunice Cariry, diz que, depois da criação da Funasa, os moradores da Casa do Índio têm sofrido com cortes de verbas, fraudes em notas fiscais e até invasões da polícia federal ao prédio da instituição. Segundo denúncias de outros grupos indigenistas, os ataques estariam sendo orquestrados porque a Fundação Oswaldo Cruz estaria interessada no imóvel, em conluio com a direção do Museu do Índio.
Seundo Dona Cariry, o presidente do Museu do Índio há mais de dez anos, José Carlos Levinho, é um dos protagonistas dessa estratégia de desarticulação da Casa do Índio. De acordo com ela, seu objetivo seria transformar o local em um cento de estudos. Dona Cariry diz que, além das ameaças à estrutura da casa do Índio, os gerenciamentos de turno chegaram a invadir o local com a polícia e atirar bombas contra o prédio. De acordo com a fundadora da Casa do Índio, o cancelamento repentino de um convênio com o governo federal prevê a suspensão dos salários de todos os funcionários. Mas Dona Cariry diz que continuará resistindo.
(*) Matéria publicada originalmente na página da A Nova Democracia.











Comentário de viagra
Em 04/11/2011 às 14:57
Lamentavel tudo isto, o Brasil ate quando.