O alarmismo das corporações de mídia sobre a febre amarela joga com o medo, esse aliado tão caro a Bush e demais assassinos engravatados. Ficou faltando dizer no comentário abaixo que essa cobertura irresponsável da mídia fundamenta-se na exploração do medo, exatamente como as campanhas terroristas do governo Bush que procuram legitimar o avanço da máquina de guerra junto à opinião pública estadunidense.
Há recompensas, claro. Vejamos o que diz o sociólogo estadunidense Barry Glassner, em seu livro Cultura do Medo: "Muito poder e dinheiro estão à espera daqueles que penetram em nossas inseguranças emocionais e nos fornecem substitutos simbólicos" (página 40). Claro que as corporações de mídia não apontam uma arma para a cabeça de ninguém dizendo: "vacine-se agora ou morre". Entretanto, a mensagem que transmite é exatamente essa. Só existem duas explicações para que alguém que tenha tomado duas ou mais doses da vacina para febre amarela: desinformação e medo de morrer. Dois problemas que poderiam ser facilmente resolvidos por uma imprensa responsável, livre e democrática.
Requião: "A Globo frauda reportagens"
30.01.2008 | 21h22 |
Em entrevista concedida à Record News na noite de ontem, o governador do Paraná, Roberto Requião, denunciou a chantagem das corporações de mídia, “sobretudo da famosa Rede Globo, que é insaciável". Disse ainda: "Eles estão revoltados porque o governo anterior dava 1,5 bilhão em verba publicitária e eu reduzi a zero esse valor. O Estado do Paraná é próspero, mas não tenho dinheiro para jogar fora. Tenho escolas e hospitais para construir", completou o governador. Requião ainda acusou a Globo de fraude: "A Rede Globo frauda reportagens para desmoralizar o governo do Paraná, para desconstruir a imagem do governador", disse.
Jornalismo doentio
29.01.2008 | 13h36 |
Com sua licença, vou usar este espaço para fazer um apelo para você que mora no Brasil, não importa onde: vacine-se contra a febre amarela! Não deixe para amanhã, depois, semana que vem... Vacine-se logo! (Eliane Cantanhêde, 9 de janeiro de 2007, na Folha Online)
Este foi o tom da cobertura das corporações de mídia sobre a febre amarela. De uma irresponsabilidade atroz. Promoveram uma campanha alarmista sem justificativa (dados oficiais atestam que houve até 10 vezes mais mortes pela doença nessa mesma época do ano durante o governo FHC, sem a mesma cobertura). Chegaram ao absurdo de divulgar que o país vivia uma epidemia de febre amarela. Resultado: pessoas desesperadas recorreram a mais de uma dose da vacina, mesmo sem a devida indicação. Já são 4 mortes por superdosagem e mais de 30 internações, como divulgam as próprias corporações de mídia sem ruborescer. Há mais pessoas internadas por superdosagem do que por suspeita da doença.
Minha irmã é médica, clínica geral. Conversei com ela a respeito no último domingo, numa agradável tarde que passamos com nosso pai. “A recomendação da vacina é só para quem vai viajar para áreas endêmicas, não é pra todo mundo. Não compensa oferecer a vacina para todos, essa não é a conduta correta. Disponibilizar essa vacina para todo mundo sai muito caro, além de não ser eficiente vacinar quem não está em área de risco. Há outras milhões de prioridades na Saúde”.
Hoje o Globo deu destaque em sua primeira página para a tragédia. O título fraco “Vacina, entre a falta e o excesso” foi compensado pela fotografia de Custódio Coimbra, irmão de Cecília, que destaca uma inscrição num posto de saúde do Catete: “Lembre-se: a cidade do Rio de Janeiro NÃO é área de risco”. Lá dentro, na página 14, o título totalmente esquizofrênico: “Ministro alerta para reação adversa à vacina”. No meio da matéria, registra-se que houve aumento de 1.000% por cento na procura pela vacina e que, por isso, alguns postos de saúdo no município do Rio estão sem a vacina. O texto, contudo, não informa a razão do aumento vertiginoso da procura, nem ressalta que o número de casos não justifica o nervosismo. É como se a mídia não tivesse nada a ver com o caso.
Na verdade, as corporações de mídia não surpreenderam. Elas apenas mostraram, pela enésima vez, que suas versões não correspondem à realidade sobre a qual informam. No caso dos meios eletrônico, há um agravante: concessões públicas estão sendo utilizadas contra a saúde de seus próprios donos, o povo brasileiro.
PS: Eu gostaria muito de saber se o poder público está sendo forçado a comprar, em regime de urgência (mais despendioso), doses extras da vacina para compensar a histeria midiática.
A democratização e o pensamento progressista
26.01.2008 | 00h02 |
Na terça-feira (22), participei da reunião no Instituto de Defensores dos Direitos Humanos em que o advogado João Tancredo relatou o atentado que sofrera três dias antes. O auditório estava lotado. Com certeza mais de cem pessoas. A nata progressista da cidade estava presente. Desde líderes comunitários importantes como Deley, de Acari, e João Ricardo, de Vigário Geral, a juízes como João Batista Damasceno e representantes das organizações mais importantes que atuam em defesa dos direitos humanos, como o Grupo Tortura Nunca Mais, além de diversos advogados que ali estavam para prestar solidariedade a João Tancredo. Que, diga-se, deve ter os nervos de aço para manter aquela tranqüilidade depois de ser alvejado por quatro tiros.
Da reunião, destaco duas intervenções. Sandra Carvalho, da Justiça Global, afirmou que não será possível proteger os militantes dos direitos humanos sem resolver as questões de fundo, como a concentração agrária e a política de segurança pública baseada no confronto. O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) disse que é preciso construir um novo discurso sobre segurança pública.
Concordo com essas duas análises, assim como com a grande maioria das outras. Como disse, e repito, ali estava presente a nata do pensamento progressista do Rio de Janeiro. Só que eu fico pasmo ao perceber, nesta e em outras reuniões, que a nata do pensamento progressista do Rio de Janeiro ainda não se deu conta da importância da democratização dos meios de comunicação. Esse ponto não é um detalhe, é essencial.
Não estou dizendo com isso que as organizações de direitos humanos devem abrir mão dos espaços concedidos pelas corporações de mídia. Estou dizendo que, paralelo a isso, é preciso envidar esforços para construir outras formas de comunicação – e aí sim construir um outro discurso não apenas sobre segurança pública, mas também sobre economia, cultura, o papel da mulher, do negro, da criança e etc. Porque há uma diferença brutal entre a divulgação de uma notícia pontual e a construção de um noticiário, uma forma de noticiar. Essa forma de noticiar (disposição de imagens e textos, conteúdos escolhidos, fontes consultadas e etc) terá impacto direto em quem ouve/lê/escuta. A isso chamamos de produção de subjetividades, que determinam formas de sentir, agir e viver de cada indivíduo.
A direita entendeu isso muito bem. Tanto que investe pesado para controlar o cartel que domina a mídia brasileira. Mas a esquerda... Não sei se ela não considera estratégico investir tempo e energia na luta pela democratização da mídia, mas o fato é que estamos perdendo essa disputa. E se perdermos aqui, o resultado será o avanço do neoliberalismo – com tudo de ruim que isso representa.
(continua)
Recorde na remessa de lucros
25.01.2008 | 00h32 |
Ordem analfabética
25.01.2008 | 00h32 |
“Embora seja uma doença disseminada pelo país, a favelização virou a cara do Rio”. (O Globo, 19 de agosto de 2007)
"Tem tudo a ver com violência. Você pega o número de filhos por mãe na Lagoa Rodrigo de Freitas, Tijuca, Méier e Copacabana, é padrão sueco. Agora, pega na Rocinha. É padrão Zâmbia, Gabão. Isso é uma fábrica de produzir marginal" (Sérgio Cabral, governador do RJ, 22 de outubro de 2007)
“As camadas pobres da população converteram-se numa fábrica de reposição de mão-de-obra para o exército da criminalidade” (O Globo, 26 de outubro de 2007)
Meio ambiente e o silêncio da mídia
23.01.2008 | 16h23 |
Trecho da entrevista concedida a Raquel Junia pelo ambientalista Sérgio Ricardo, a ser publicada em nossa próxima edição impressa (clique aqui para assinar):
"(...) o Rio de Janeiro aprovou a Lei da Aracruz Celulose, o deserto verde, a monocultura do eucalipto, que teve como principal garoto propaganda o secretário estadual do Meio Ambiente [Carlos Minc, do PT], é patético, mas ele foi na Assembléia Legislativa defender isso. (...) Às vésperas de aprovar a lei da Aracruz no Rio de Janeiro, todas as televisões davam chamada no horário nobre dizendo que a Aracruz é aquela mata verdinha, uma criança correndo, soltando pipa, um monte de ator da Globo, até meu amigo Seu Jorge estava lá ganhando uma grana, fiquei com vergonha por ele, por uma pessoa que eu vi começar na música, vários globais lá dizendo que a Aracruz preserva o meio ambiente. Além de matéria paga dentro dos principais jornais. Então, no momento em que as grandes empresas poluidoras passam a ser as maiores financiadoras dos grandes meios de comunicação, o resultado é o silêncio".
Caros Amigos no iBEST
23.01.2008 | 15h45 |
A revista Caros Amigos, tricampeã do iBEST, terá muitas dificuldades de levar o prêmio este ano. Pela votação popular em curso, o sítio de extrema-direita 'Mídia Sem Máscara' está na liderança, seguido pelas páginas do PSDB e do Democratas. É incrível como uma das melhores revistas brasileiras pode estar atrás dos responsáveis por fazer do Brasil um dos países mais desiguais do mundo. Mas a gente pode ajudar a mudar esse quadro votando (clique aqui).
Violência contra militante de direitos humanos
21.01.2008 | 20h39 |
O advogado João Tancredo foi vítima de um atentado no sábado, 19 de janeiro. Ele voltava de uma reunião em Vigário Geral quando uma moto se aproximou de seu carro e o ocupante disparou quatro tiros na direção de seu rosto. Nenhum deles atingiu João Tancredo.
O advogado defendeu com sucesso famílias de vítimas da Chacina da Baixada (2005) e foi um dos responsáveis pelo aprofundamento das investigações da Chacina do Alemão (2007). Teve atuação destacada na presidência da Comissão de Direitos Humanos da OAB/RJ, fazendo com que a entidade voltasse a cumprir o papel de representante, de fato, do cidadão fluminense.
A violência contra militantes de direitos humanos foi mencionada no último dia 10 de dezembro, durante seminário em homenagem ao Dia Internacional de Direitos Humanos, na Assembléia Legislativa do RJ. Na ocasião, o professor da UFRJ Roberto Leher afirmou que, na Colômbia, "militantes de Direitos Humanos estão sendo assassinados na ordem de centenas por ano".
Ato solidário
Nesta terça-feira, 22 de janeiro, haverá um ato público em solidariedade a João Tancredo. Será a partir das 17h, na sede do Instituto dos Defensores dos Direitos Humanos (Rua do Ouvidor 50, 5º andar).
O senhor das sombras
21.01.2008 | 20h09 |
"As corporações de mídia aplaudem Uribe e sua política de "combate" ao narcotráfico, não por acaso afinada com os interesses dos EUA. Mas, seria o caso de perguntar: quem são os verdadeiros narcotraficantes? Será que Chávez é mesmo um louco por pedir que a comunidade internacional retire as Farc da lista de terroristas e passe a tratá-las como um grupo insurgente? E por que será que a biografia não-autorizada de Uribe não virou notícia?"
Enquanto as corporações de mídia divulgam que todas as mortes no Jacarezinho aconteceram durante troca de tiros e que a criança de 3 anos foi morta por traficantes - na maioria das vezes sem enviar nenhum repórter ao local -, integrantes da Rede Contra a Violência visitaram a favela e divulgaram o seguinte relato:
"A verdade é que os policiais, durante todo o dia, desfizeram barreiras, revistaram pessoas e apreenderam motos (muitas foram depois requisitadas de volta por seus donos legais, moradores da comunidade), mas também arrombaram casas (muitos policiais estavam com grandes alicates e molhos de chaves para abrir portas), ameaçaram e ofenderam as pessoas, feriram muitas (a maioria não quis denunciar por medo), espancaram outras, e executaram jovens, segundo moradores com requintes de tortura. Segundo uma testemunha, um dos executados ainda de dia, chamado Zacarias, foi obrigado pelos policiais a beber duas garrafas de cloro (material de limpeza) antes de ser executado, próximo à Rua Dom Jaime. Ninguém negou que quatro dos jovens mortos fossem envolvidos com o tráfico local, mas todos disseram que em nenhum caso os que morreram estavam trocando tiros. Uma das vítimas, Flávio Augusto de Oliveira Serrano, 16 anos, não era traficante, foi retirado de dentro de sua casa e executado. Os traficantes atiraram sim contra os policiais, mas principalmente à noite, depois da emboscada que resultou na morte de dois rapazes e do pequeno Wesley. Foi nessa resposta dos traficantes que o soldado Sá do Bope foi ferido (foi o único policial ferido em toda a dita operação, que durou um dia inteiro)".
O jornalista e escritor José Arbex Jr. registra em sua coluna deste mês na revista Caros Amigos: "Segundo a ONU, o narcotráfico mundial movimenta, anualmente, cerca de 1 trilhão de dólares. (...) Quando se levam em conta os negócios ‘paralelos’ impulsionados pelas drogas - comércio de armas, contrabando de todo tipo, prostituição etc., a cifra atinge valores incalculáveis. Muito bem: onde está o dinheiro? Alguém pode, em sã consciência, imaginar que ele será encontrado sob os colchões dos moradores do Complexo do Alemão carioca ou, digamos, do Jardim Ângela, em São Paulo? Ora, é mais do que óbvio que cifras como essas circulam nos mercados especulativos, alimentam as bolsas de valores de todo o mundo, engordam ainda mais os imensamente obesos cofres dos maiores bancos, fazem a festa dos ‘paraísos’ financeiros. O problema foi infinitamente agravado pela total desregulamentação do fluxo de capitais promovida pelo neoliberalismo, nos anos 90. O mundo dos negócios foi definitivamente transformado num imenso cassino eletrônico, bem ao gosto das máfias”.
Mas o governador do RJ, Sérgio Cabral, acredita que está combatendo o tráfico de drogas matando bandidos favelados. Além de conseguir bater o recorde de assassinatos da polícia que já detinha o recorde mundial de matança, o governador decretou a abertura de mais um gabinete militar em seu governo. Conforme o Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro desta quinta-feira (10/1), o "Decreto No 41.123 cria, na estrutura da PM, o Gabinete de Gestão de Assuntos Internos. Art. 1o. A ser dirigido por um coronel PM, da ativa".
A medida de Sérgio Cabral revela que seu governo aposta numa maior militarização da polícia, para deleite da política externa estadunidense. Os ideólogos ianques já divulgaram para quem quiser ler seu entusiasmo com a transformação das polícias e forças armadas da América Latina em órgãos de repressão, treinados para identificar na população de baixa renda local os novos inimigos do Estado. São os que não se encaixam no perfil consumista apregoado pelo neoliberalismo e nem se submetem às humilhantes condições de emprego, a começar pelo escárnio do valor do salário mínimo (380 reais). Ao recorrer ao comércio informal – que, embora não ofereça garantias trabalhistas, supre suas necessidades imediatas de sobrevivência – o sujeito automaticamente entra na alça de mira dos órgãos de repressão.
E o que dizer das corporações de mídia? Elas não apenas apóiam a política de extermínio deste, como pressionam seus representantes no sentido de aprofundá-la. Logo após a Chacina do Alemão, que deixou 19 mortos (segundo a estatística oficial), a revista Época exibiu em sua capa a fotografia de um policial caminhando sobre corpos sem vida, e o título: “Um ataque inovador”. E o governador tratou de legitimar o banho de sangue, em entrevista ao jornal O Globo: “Eram todos bandidos”.
Para o jurista argentino Raúl Zaffaroni, “os políticos – presos na essência competitiva de sua atividade – deixem de buscar o melhor para preocupar-se apenas com o que pode ser transmitido de melhor e aumentar sua clientela eleitoral” (O inimigo no direito penal, Revan). Num contexto de concentração econômica e midiática, como é o caso brasileiro, essa postura tende a se intensificar.
O próprio Zaffaroni, no mesmo livro, desenvolve este raciocínio e aponta para o controle do poder público pelas corporações de mídia: “Não se trata do Estado autoritário que controla e censura os meios de comunicação, mas sim que a comunicação, convertida em publicidade em busca de rating, tornou-se autista e impõe um discurso que nem mesmo o Estado está autorizado a contradizer, porque seu único inimigo fixo é quem desprestigia a repressão, que é seu produto. Como toda publicidade, não reconhece outro inimigo senão aquele que nega as qualidades do produto que promove”.
(continua)
Execuções e manipulação em alta
10.01.2008 | 11h58 |
1) Enquanto isso, o Instituto de Segurança Pública (ISP) divulga os números de 2007. Nunca a polícia do Rio de Janeiro matou tanta gente. Nada menos que 1.260 pessoas, isso segundo os registros que, afirma o ISP, compreendem apenas os números das delegacias informatizadas. E se considerarmos que há mortes não computadas, então... De minha parte, completo: nunca as corporações de mídia apoiaram tanto os massacres oficiais.
2) Deve haver algum problema com os noticiários. Segundo a Secretaria Municipal de Turismo, em pesquisa divulgada essa semana numa notinha no caderno de economia do Globo, 93% dos turistas estrangeiros disseram querer voltar ao Rio de Janeiro. Ao mesmo tempo, o ISP afirma que os homicídios caíram quase 20% no ano passado em relação ao ano anterior. Entretanto, as pessoas estão cada vez mais medrosas. Quanto mais caem os homicídios, mais a mídia diz que o sujeito deve temer a morte.
Isso explica porque, durante uma palestra em uma faculdade carioca, uma estudante não acreditou quando eu disse que o Rio de Janeiro é apenas a 23ª cidade mais violenta do país. Ela cismou que era a primeira. Não acreditou nem quando eu disse que isso era um dado oficial, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, órgão vinculado ao Ministério do Planejamento.
3) Nada disso quer dizer que não existe violência no Rio. Claro que existe. Só não é tão grande a ponto de levar uma empresa de seguros à falência.
4) “Não foi tanto a criminalidade que mudou no momento atual, mas sim o olhar que a sociedade dirige para certas perturbações da via pública, isto é, em última instância, para as populações despossuídas e desonradas (pelo seu estatuto ou por sua origem) que são os seus supostos executores, para o local que elas ocupam na Cidade e para os usos aos quais essas populações podem ser submetidas nos campos político e jornalístico” (Loïc Wacquant, em Punir os Pobres, Editora Revan)
5) Pra terminar: nunca o brasileiro foi tão manipulado pelas corporações de mídia quanto hoje em dia.