
EMIR SADER É PROCESSADO PELO SENADOR BORNHAUSEN
Por Marcelo Salles, 30.01.2006
O Coordenador do Laboratório de Políticas Públicas da UERJ, Emir Sader, foi acionado na Justiça pelo senador Jorge Bornhausen (PFL-SC). Sader é acusado de calúnia, injúria e difamação por ter publicado o artigo "O ódio de classe da burguesia brasileira" e a queixa-crime chegou hoje às suas mãos.
Seu acusador, o banqueiro Jorge Bornhausen, aproveitando-se de sua imunidade parlamentar, havia pronunciado uma declaração fascista em agosto do ano passado, no auge da chamada crise política: "A gente vai se ver livre desta raça por, pelo menos, 30 anos". Essa frase foi a principal motivação do artigo de Emir Sader, publicado no dia 28 de agosto de 2005 na Agência Carta Maior.
No sábado (27/1), Emir Sader recebeu o apoio de Eduardo Galeano, Ignacio Ramonet, José Luis Fiori e João Pedro Stédile, entre outros, durante o Fórum Social Mundial, em Caracas. "Devido a sua reação à declaração fascista e racista (do senador Jorge Bornhausen), o membro do Conselho Internacional do Fórum Social Mundial, sociólogo Emir Sader, está sendo processado criminalmente por quem cometeu um crime que em países com uma justiça atuante seria condenado", registra o documento em solidariedade a Sader.
Acesse a declaração de apoio a Emir Sader em http://agenciacartamaior.uol.com.br/templates/ materiaMostrar.cfm?materia_id=9831.
Acesse o artigo "O ódio de classe da burguesia brasileira" em http://agenciacartamaior.uol.com.br/templates/ colunaMostrar.cfm?coluna_id=2171&alterarHomeAtual=1.
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