......................................................... POR UMA CPI NA MÍDIA
A CAIXA-PRETA DAS CAIXAS-PRETAS

 



EM SOLIDARIEDADE AO SENADOR BORNHAUSEN
Rogério Tomaz Jr., 01.02.2006

Senador Jorge Bornhausen (ou seria melhor "Bornracist"?), Vossa Excelência deve estar se lamentando profundamente por não poder usar contra o Emir Sader - nosso companheiro de "raça" da qual V. Exa. deseja tanto se ver livre - os métodos que seus valorosos "Brüder" utilizaram durante a ditadura militar contra todas aquelas pessoas que ousaram contestar a (des)ordem do Estado repressor para o qual V. Exa. tanto e tão bem serviu.

Imagino como V. Exa. deve estar se sentindo impotente, por não poder enviar o professor Emir direto aos porões do DOI-CODI e aplicar-lhe a "justiça" adequada.

Chego a ficar aflito só de pensar na consternação que V. Exa. deve estar sentindo por ter que processar judicialmente uma pessoa tão ousada, em vez de lançar mão da "solução" infalível dos velhos tempos...

A petulância deste senhor comunista que ousou responder a um comentário racista de V. Exa. não pode ser perdoada, mas é lastimável, V. Exa. deve crer, que seja necessário esperar toda a burocracia da lei para se obter a reparação do agravo, quando poderiam muito bem ser postos em prática aqueles métodos mais eficazes, que V. Exa. e sua "raça" tanto conhecem e tão bem aplicaram contra os elementos "subversivos" durante o (des)governo de seus colegas de farda.

É com pesar que escrevo estas linhas, diante de situação tão constrangedora para V. Exa., que é o fato de ter que acionar a Justiça para resolver um episódio que, noutros tempos, seria "solucionado" de forma bem mais simples, rápida e "silenciosa".

Vossa Excelência, por fim permita-me humildemente congratulá-lo por seguir - neste exemplo sintomático de sua declaração referente à "raça" da qual gostaria se ver livre - fielmente os princípios citados em sua biografia: ser "leal e solidário", sobretudo com sua própria "raça" e com o projeto de sociedade que ela defende.

Deste modo fica mais fácil para nós, meros cidadãos, enxergarmos as diferenças entre uns e outros. Pena que nem todos de sua "raça" ajam da mesma forma e prefiram dissimular, afirmando o que não fazem para fazerem o que não dizem, como bem se refere o escritor Eduardo Galeano, outro senhor da "raça" dos de cá.

Atenciosamente,
Rogério Tomaz Jr., jornalista.

> Emir Sader é processado pelo senador Bornhausen.


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