......................................................... POR UMA CPI NA MÍDIA
A CAIXA-PRETA DAS CAIXAS-PRETAS

 



15.05.2009
MORTES DE INDÍGENAS CONTINUARAM EM 2008

Por Raquel Junia, da redação.

Relatório divulgado pelo Conselho Indigenista Missionário (CIMI) no dia 6 de maio relata a violência contra a população indígena. Só no Mato Grosso do Sul, foram 42 assassinatos em 2008. Ao todo, no país, 60 indígenas foram mortos. Outro dado é o aumento do número de suicídios entre o povo indígena Guarani Kaiowá, no Mato Grosso do Sul, foram 34 suicídios em 2008, seis a mais do que no ano anterior.

Apesar dos dados, os assassinatos diminuíram em comparação a 2007. O CIMI relata que houve uma diminuição de 32 casos. Os Guarani Kaiowá são os que mais morreram em 2008. Fala-se em auto-destruição desse povo, uma vez que a maioria dos assassinatos foram cometidos pelos próprios Guarani-Kaiowá.

“Os Guarani Kaiowá são vítimas de racismo, desnutrição, atropelamentos, falta de assistência à saúde, trabalho escravo entre outras violências. Esta situação resulta de omissões do Estado e de ações governamentais e de particulares, no contexto de acirramento da disputa pela terra no Mato Grosso do Sul”, diz o relatório do CIMI.

Indígenas acampam em Brasília

De 4 a 8 de maio foi realizada em Brasília a VI edição do acampamento Terra Livre. Realizado pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) e pelo Fórum em Defesa dos Direitos Indígenas (FDDI), o acampamento reuniu mais de mil indígenas de 130 povos diferentes.

No documento final do acampamento, os participantes do encontro enviam mensagens ao três poderes – Executivo, Legislativo, Judiciário – e ao povo brasileiro.

“Chamamos a todos os segmentos da sociedade civil brasileira a somar conosco nesta luta pelo respeito pleno aos nossos direitos, como parte da total democratização do nosso país”, convocam.

Ao poder Executivo criticam a demora do governo Lula a assumir os seus compromissos. “O saldo devedor é grande”, afirmam. Eles cobram ainda que o governo, “por coerência e na perspectiva de compensar os seus atrasos” se empenhe na aprovação do Novo Estatuto dos Povos Indígenas. Os indígenas denunciam que as deliberações da 4ª Conferência de Saúde Indígena, realizada em junho de 2006, não foram cumpridas.


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