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24.09.2008
NO CENTRO DO RIO, MAIS DE 800 SERVIDORES ESTADUAIS EXIGEM REAJUSTE SALARIAL
Por Redação
A concentração para o ato foi na Igreja da Candelária, desde as 14 horas, do dia 16 de setembro. Os sindicatos e entidades reunidos no Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais (Muspe) organizaram a passeata, que percorreu a avenida Rio Branco e terminou em frente à Petrobras, onde teve início a vigília contra a privatização do petróleo brasileiro.
Os servidores reivindicam reajuste salarial e o fim da política de privatização do governo Sergio Cabral. Protestam, por exemplo, pelo sucateamento das escolas e hospitais públicos, inclusive, do Iaserj (Instituto de Assistência dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro) e pelas péssimas condições de trabalho.
Professores, técnico-administrativos, bombeiros, policiais civis, funcionários da Cedae, médicos, enfermeiros e vários outros trabalhadores de diversas profissões da rede pública engrossaram o ato. O Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Sintuperj) também estava presente. Para Rosalina Barros, diretora executiva do sindicato, a mobilização fortalece a organização dos trabalhadores.
“Distribuímos mais de quatro mil panfletos com os servidores da Uerj, divulgando e conversando sobre a importância dessa mobilização. Não dá mais para esperar qualquer coisa desse governo”.
Os estudantes da Uerj, ocupados na reitoria da Universidade há uma semana, somaram-se aos servidores. Eles exigem que os 6% da receita tributária líquida do estado seja repassado à Uerj. A proposta não é nova, já foi inclusive aprovada na Assembléia Legislativa, mas uma Ação Direta de Inconstitucionalidade impede que a lei passe a valer.
No meio da passeata, cerca de cem militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) se incorporaram à manifestação. “Estamos nos somando à mobilização dos servidores em solidariedade, engrossando a luta deles”, falou Marcelo Durão, da coordenação estadual do MST.
Governador com nariz de Pinóquio
Durante o ato, o governador do Rio, Sergio Cabral (PMDB), foi chamado de mentiroso várias vezes. O carro de som trazia uma caricatura dele com um nariz de Pinóquio.
O Muspe divulgou uma lista dos deputados que votaram contra a extensão do reajuste salarial de 8% a todos os servidores estaduais. Apenas os trabalhadores da educação e segurança pública tiveram o reajuste recentemente. Segundo os servidores, outras categorias estão há até 11 anos com os salários congelados. Além disso, os trabalhadores consideram 8% muito pouco. A defasagem salarial dos técnico-administrativos da Uerj, por exemplo, chega a mais de 70%.
“Não tem chuva, nem corte de ponto que vai fazer a gente parar”, comentaram os manifestantes do auto do carro de som. O movimento avalia a possibilidade de realização de outro ato, dessa vez, rumo ao palácio Guanabara, sede do governo estadual.
Pouco antes de 17 horas, a manifestação se somou à abertura da vigília em defesa do Petróleo Brasileiro, em frente à sede da Petrobrás. A vigília foi até sexta-feira, dia 19, e foi organizada pelo Fórum Nacional contra a Privatização do Petróleo e Gás. Atividades culturais e debates ocorreram durante os quatro dias de manifestação.
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