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12.03.2008
MOVIMENTOS BRASILEIROS FORTALECEM FÓRUM DE SOLIDARIEDADE À AMÉRICA LATINA

Por Leandro Uchoas e Raquel Júnia, da redação

O Fórum de Solidariedade à América Latina em Luta Contra o Imperialismo, cuja criação foi anunciada no ato contrário ao governo Uribe do último dia 6, volta a se reunir hoje (12). A proposta é designar um espaço de convergência da esquerda para responder aos ataques do imperialismo aos países latino-americanos, sem a criação de uma nova entidade.

Fórum converge esquerda contra imperialismo

No ato do dia 6, entidades, partidos políticos e movimentos sociais convocados pela Casa da América Latina se reuniram no Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Federal do Estado de Rio de Janeiro (Sintrasef) em um ato intitulado "Fora o governo fascista da Colômbia. Solidariedade à Venezuela e ao Equador".

Cerca de 100 pessoas presentes trocaram experiências sobre a situação envolvendo principalmente os três países. Na abertura do evento, Ivan Pinheiro, do Partido Comunista Brasileiro (PCB), explicou que o ato foi chamado com urgência devido aos últimos acontecimentos na América Latina, apesar de já estar sendo pensado com outro caráter. A atividade já estava programada para ser um contraponto a manifestações contra as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) realizadas no último dia quatro de fevereiro e encabeçadas pelas embaixadas estadunidenses nos países, pela CIA, pela Opus Dei e outras organizações de direita.

De certa forma, o que algumas das pessoas presentes no ato desejavam já se concretizou em parte. Apesar das diferenças ideológicas, Colômbia, Equador e Venezuela não partiram para uma solução armada. No encontro do Grupo do Rio, em Santo Domingo, no último dia 9, um pedido de desculpas de Uribe foi suficiente para que, através de um aperto de mão entre os estadistas, se selasse a paz.

No ato, o diretor da Casa da América Latina, Raimundo Correa, já avisava que "é preciso evitar a guerra de fronteira entre Venezuela e Colômbia porque não será uma guerra entre Venezuela e Colômbia, mas sim entre a Venezuela e os Estados Unidos. Nessas condições impedir essa guerra é revolucionário".

A reunião do Fórum de Solidariedade à América Latina será no dia 12 de março, às 18 horas, no Sindicato dos Administradores, na Avenida 13 de Maio, nº 13, centro do Rio de Janeiro, 8º andar.


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