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SERES OU RESES
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25.10.2008
O lucro da Vale – tucanos, um dia você vai jogar fora para sempre
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Fernando Henrique Cardoso, ou Fernando Henrique Vende só não é o maior cretino do País porque antes vem Itamar Franco, o que pensa que foi presidente da República e inventou o presidente tucano.
Ou engoliu o presidente tucano, já que levado com jeito e muita vaselina para fazer de FHC o candidato em 1994. Collor havia falhado e era preciso manter o projeto neoliberal em curso, avançar o máximo possível e de preferência completar a transformação do Brasil numa espécie de México depois de anexado aos Estados Unidos pelo NAFTA (tratado de livre comércio que funde EUA, Canadá e México).
José Serra aguarda ardentemente 2010 para tentar ser ele o detentor da coroa. Lula corre para dizer que também é confiável.
A VALE, antiga Companhia Vale do Rio Doce, estatal lucrativa e estratégica para o Brasil foi vendida a preço de banana e muita propina no governo de FHC. Enriqueceu tucanos, assegurou a grupos econômicos estrangeiros o controle sobre boa parte da Amazônia (agora com garantia do nacionalista patriota general Augusto Heleno).
Em meio a forte crise que consome o neoliberalismo e concentra cada vez mais o poder em mãos de poucos, a empresa anuncia um lucro recorde no trimestre e confessa que o resultado foi possível graças à alta do dólar. As ações têm fechado em baixa.
Segundo porta-vozes da empresa o lucro foi de 12 bilhões e 400 milhões de reais repito, no trimestre. O lucro foi 166,9% superior ao do mesmo período do ano passado, 2007.
Nos nove primeiros meses deste ano a VALE obteve um lucro líquido de 19,259 bilhões, aumento de 23,5% sobre o mesmo período do ano passado. Entre janeiro e setembro deste ano a receita operacional bruta da companhia chegou a 54,82 bilhões, alta de 7,8% se comparado a 2007.
Isso tudo, dado de presente (quer dizer com muita propina) a grupos estrangeiros no governo FHV (Fernando Henrique Vende) permitiu um lucro de 4,8 bilhões de dólares, note, de dólares, 64% a mais que entre janeiro e setembro de 2007. Tudo graças a especulação.
A devastação da Amazônia, a transformação do estado do Espírito Santo em propriedade privada da empresa (em parceria com a ARACRUZ de Ermírio Moraes) e tropas brasileiras por conta do decreto bushiniano de Lula, defender interesses nacionais em qualquer canto, pior que Uribe, ocupam a fronteira com o Paraguai em clara intimidação ao governo de Fernando Lugo que expulsa grileiros brasileiros que para lá foram em cumplicidade com a antiga ditadura Stroessner.
Lula está se saindo pior que o soneto. Os brasileiros chamados de "brasiguaios" plantam soja transgênica e a MONSANTO, companhia que vende a semente, controla o governo Lula desde os tempos de Roberto Rodrigues na Agricultura.
O governo paraguaio está recuperando terras nacionais em poder de invasores brasileiros e dando-as a trabalhadores rurais sem terra num processo de reforma agrária. Impensável para o governo brasileiro ser "desafiado" por um país que, no século XIX foi dizimado numa guerra sórdida movida pelo Brasil, Argentina e Uruguai contra o governo Solano Lopez. E, como sempre, travestida de "patriotismo" dos nossos "soldados". A Inglaterra emprestou o dinheiro para a turma brincar de heroísmo.
O governo de confiança de Bush no Haiti (o general Heleno comandou as tropas lá), denunciado por crimes contra o povo haitiano, quer agora manter o Paraguai diante de um tacão que sem qualquer medo de erro é covarde e fascista.
Já a VALE... Já a ARACRUZ... Já os bancos... Já as montadoras de automóveis...
A conta vem cá para baixo, para cada cidadão.
O segundo turno das eleições municipais não é necessariamente entre tucanos e petistas. O modelo é semelhante, um ou outro viés populista, vaselina e areia no estilo.
Neste momento o Brasil é um produto do imperialismo norte-americano contra países com governos eleitos legitimamente, mas que não rezam na cartilha de Washington. Fica pior ainda se Lula se omitir no assunto. Aí fica claro que Nelson Jobim é mais que ministro da Defesa. É o verdadeiro comandante em chefe da história. Não é por acaso que foi ministro da Justiça de FHC e ministro do supremo tribunal federal onde se auto intitulou "líder do governo no Judiciário". Teve papel decisivo na privatização da VALE.
Tucano é um estado de espírito podre. Permeia o governo de Lula em ações como a movida por tropas brasileiras na fronteira do Paraguai. Ou em barbáries semelhantes às da ditadura militar contra o povo haitiano.
Só falta agora invadir o Equador que não aceitou as obras superfaturadas e mal feitas da NORBERTO ODEBRECHT. Uma das empresas preferidas de Serra para o buraco do metrô.
O engenheiro chefe lá foi o mesmo que chefiou aqui.
O processo eleitoral é só um show a mais, uma conversa fiada de democracia, onde você é induzido a acreditar que seu voto vai mudar alguma coisa. Muda nada. Ou por outra, muda as moscas.
A luta passa por fora desse modelo.
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Laerte Braga é jornalista. Nascido em Juiz de Fora,
trabalhou no Estado de Minas e no Diário
Mercantil.
Ilustração:
Táia Rocha
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