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SERES OU RESES
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19.08.2008
O que Bush não imaginava
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O líder terrorista norte-americano foi protagonista nos últimos dias de espetáculos ridículos e vergonhosos de "defesa do mundo livre e da democracia, ou dos direitos humanos".
Primeiro quando da abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim pediu à China maior respeito aos "direitos humanos". Bush mantém um campo de concentração em Guantánamo (enclave ocupado de Cuba) com centenas de prisioneiros há anos sem culpa formada e sem qualquer processo formal.
O mundo viu há cerca de dois anos chocantes e deprimentes shows da barbárie terrorista da Casa Branca nas prisões iraquianas. E agentes da CIA (Agência Central de Inteligência) sendo processados em dois países europeus, Alemanha e Itália, por crime de seqüestro de cidadãos árabes ou de origem árabe por simples suspeita.
Legitimou "meios especiais de interrogatórios para obter a verdade", eufemismo para legalizar a tortura. Autorizou os tais seqüestros em qualquer parte do mundo tudo pela "liberdade" e exige da China os tais "direitos humanos" na versão do IV Reich.
Os Estados Unidos preparam o exército da Geórgia para ocupar a Ossétia do Sul e ali planejavam montar uma base. Fechar o cerco militar à Rússia, contando que Vladimir Putin fosse uma versão de Mikayl Gorbachev, ou seja, pastel com ventos de estadista.
Putin reagiu, assegurou os direitos, esses sim legítimos, da população da Ossétia do Sul, com mais de 90% de russos, ocupou boa parte da Geórgia e deixou claro o recado.
As milhares de mortes nessa guerra estúpida e desnecessária, por conta do imperialismo do IV Reich podem ser atribuídas à política expansionista de Washington. E foi com essa ótica de cowboy que manda no mundo inteiro que Bush chegou a Pequim e foi por ela que falou o que falou. Logo rebatido pelo presidente chinês. "O presidente Bush é bem vindo, mas quem cuida da China são os chineses".
Detalhes de importância deixaram de ser observados na ação russa. Primeiro, as tropas da antiga União Soviética têm como símbolo a foice e o martelo. Determinação do próprio Putin, quando ainda era presidente.
Segundo, a despeito da reação de países europeus como a Alemanha e outros (não incluir a Grã Bretanha, é colônia) a Europa como um todo se mostra preocupada com a obsessão de Bush em tomar conta de tudo e todos. Um fuhrer. Um "deus", acima de tudo e todos.
É mais ou menos por aí, por essa ótica, que o governo geral da Grã Bretanha, principal colônia norte-americana na Europa, intenta colocar oficiais da imigração em aeroportos brasileiros para tomar conta dos brasileiros que embarcam para aquela outrora potência onde o sol não se punha.
Vai ser interessante ouvir a opinião do general Augusto Heleno sobre esse assunto que, diretamente, diz respeito à soberania nacional. Deve achar que a culpa é dos índios e que os britânicos vão trazer progresso.
Como não podia deixar de ser a mídia brasileira, exceção feita ao jornalista Jânio de Freitas, manteve e sustentou, sustenta, a versão dos Estados Unidos para o terrorismo do governo da Geórgia. Para as políticas imperiais de George Bush.
Uma das providências tomadas pela GLOBENET, é buscar a cada dia exibir "as mentiras" chinesas na abertura dos Jogos Olímpicos. Mais ou menos como o homem que falava javanês. Como ninguém entende coisa alguma traduzem do jeito que querem e impingem a farsa como querem via THE JOURNAL NATIONAL.
O Bush não imaginava mesmo é que Putin fosse aceitar resignado o poder imperial da organização terrorista Casa Branca.
E ainda posou de pacifista, ele e a senhora Condoleezza Rice, ao afirmarem que no "século XXI" não se resolvem questões como a da Ossétia do Sul com invasões.
O cinismo ultrapassou os limites levando-se em conta as invasões do Iraque e do Afeganistão.
Façam o que eu falo e não o que eu faço.
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Laerte Braga é jornalista. Nascido em Juiz de Fora,
trabalhou no Estado de Minas e no Diário
Mercantil.
Ilustração:
Táia Rocha
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