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SERES OU RESES
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07.06.2008
"É uma vergonha" - pastinhas e carregadores de pastas
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Vai ser difícil, como registra o companheiro Gilson Sampaio, ouvir e ver Boris Casoy, o paladino da moral e dos bons costumes FIESP/DASLU gritar o seu bordão “é uma vergonha” quando tratar, se tratar, do escândalo de propinas pagas a Covas, Alckmin e agora Serra no governo de São Paulo, pela empresa sueca ALSTON.
Serra, na cara de pau típica de qualquer mau caráter tucano já está dizendo que é “escândalo eleitoreiro”. Talvez não tenha visto o buraco do metrô na capital paulista, mas a grana recebida por baixo dos panos, com certeza, vai regar campanhas eleitorais agora e em 2010.
E impensável ouvir e ver Joelmir Beting lendo editorial no JORNAL DA BAND fazendo críticas à corrupção tucana.
O problema dessa gente não é a corrupção. Ela é implícita ao modelo político, econômico e social. O problema dessa gente é a posse da chave do cofre. Só isso, mais nada.
JORNAL NACIONAL nem pensar. O “general” William Bonner está ocupado demais com a conquista da Amazônia. A meta de um milhão de eucaliptos no progresso desvairado da ARACRUZ. Um milhão por dia no ensandecer padrão VALE, sob as bênçãos do que é “estratégico” de mr. Mangabeira Unger e do seu carregador de pastas Carlos Minc.
Tem Pastinha e tem carregador de pastas também. Um e outro bufam, “ajudam”, mas embolsam o que vem por baixo da mesa tranquilamente. E pedem notinha para debitar na conta dos “ajudados” que nem sabem que pagam.
São encaçapados. Os ajudados óbvio.
O caso ALSTON é o mais grave dentre todos os graves casos de corrupção num país que combate o tráfico de droga vira milícia de policiais para achacar, prender, torturar e matar inocentes, como acontece no tal “tolerância zero” do governador do Rio Sérgio Cabral.
Sobre d. Yeda Crusius e toda a vergonheira que cerca seu governo, pelo menos por enquanto fica na geladeira ou no verniz, por cima. Caso a história da ALSTON venha a explodir vão preferir sacrificar a governadora do Rio Grande do Sul ao governador de São Paulo, José Serra. Preferido entre onze de dez do crime legalizado (bancos, empresários, latifundiários e carregadores de pastas).
Aquela história do vão-se os anéis, ficam os dedos.
O “é uma vergonha” vai ficar guardado para outras ocasiões, quando os interesses dos grupos que Casoy representa ficarem ameaçados, ou quando Joelmir Beting receber instruções do técnico do time FIESP/DASLU.
Yeda Crusius surgiu na política brasileira pelas mãos de Itamar Franco. Quando era presidente o mineiro começou a namorar a moça e logo a transformou em ministra. Como fez com outras. E tentou com algumas. Daí para a frente a moça percebeu que o “negócio” era rentável.
Itamar, que pensa que foi presidente, anda inventando ainda. Mas lá pelos lados de Minas agora, do seu burgo, posto em vergonhosa manchete nacional por conta de um prefeito ladrão e que um dia ele Itamar elogiou.
O esquema montado para fazer de José Serra o guardião do cofre a qualquer custo, na tarefa de passar a escritura da venda de um antigo país chamado Brasil (hoje é Roça de Cana), não tem paralelo na história.
A mídia podre e golpista abraçou a idéia e vende tudo que nem aquelas pílulas de vida do doutor Ross. Não resolvem coisa alguma mas provocam uma danada de uma dor de barriga.
A conta das famosas pílulas chega ao cidadão na forma da saúde degradada, da educação posta num almoxarifado qualquer (tucano adora almoxarifado organizadinho, tudo empilhadinho) e do Brasil dos sonhos, o com “z”.
Se Obama for eleito presidente dos EUA então, o negócio fica prá lá de bom. Tucano adora democrata. No preconceito que cerca a espécie vão até se esquecer que o dito cujo é negro. Imaginam alma branca.
Uma vergonha é a mídia. Outra vergonha é Boris Casoy. Joelmir Beting é caso perdido. Estava mofando nos almoxarifados da GLOBO e foi espanado para tentar fazer graça e vender editoriais FIESP/DASLU na BANDEIRANTES.
As propinas da ALSTON foram pagas por obras que com certeza regaram e fizeram crescer as contas das agências de publicidade que controlam as tevês no antigo Brasil.
No máximo nova caravana da cidadania com Pedro Bial chamando os “BBs” de “nossos heróis”.
Está faltando um Requião para botar o dedo na frente do nariz golpista e podre dessa mídia como fez com d. Miriam Leitão.
Uma vergonha é a mídia.
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Laerte Braga é jornalista. Nascido em Juiz de Fora,
trabalhou no Estado de Minas e no Diário
Mercantil.
Ilustração:
Táia Rocha
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