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31.01.2008
VENEZUELA DENUNCIARÁ EUA NA OEA POR ACUSAÇÕES SOBRE TRÁFICO DE DROGAS

Por TeleSUR com Redação – contato@fazendomedia.com

O governo venezuelano denunciará na Organização dos Estados Americanos (OEA) as agressões dos Estados Unidos por acusar a Venezuela de ser um país permissivo com o tráfego de drogas na região.

Néstor Reverol: relatório mundial sobre as drogas 2007 diz que a Venezuela é o terceiro país em apreensões há três anos consecutivosO embaixador venezuelano na OEA, Jorge Valero, solicitará um direito à palavra para denunciar as agressões dos Estados Unidos contra a Venezuela, através de um comunicado que está preparando atualmente o Escritório Nacional Antidrogas da Venezuela (ONA).

O presidente do ONA, Néstor Reverol, considerou irresponsáveis as declarações do czar antidrogas norte-americano contra o seu país e exigiu que a luta contra o tráfego e consumo dessas sustâncias não seja utilizado como uma arma política. Assegurou que o Estado venezuelano tem desenvolvido um trabalho reconhecido na luta contra as drogas.

“O relatório mundial sobre as drogas 2007 diz que a Venezuela é o terceiro país em apreensões em três anos consecutivos. 50% da droga da Colômbia sai pelo Pacífico e nós não temos fronteira lá. É importante que não seja utilizado como arma política”, acrescentou Reverol numa entrevista televisada em TeleSUR.

Na Venezuela, durante 2007, 52 toneladas de drogas têm sido apreendidas, mais de 4.000 pessoas foram detidas e 11 laboratórios que fabricavam uma tonelada de droga mensal foram destruídos. Além disso, as cooperações internacionais têm sido fortalecidas. “A Venezuela tem assinado mais de 50 instrumentos jurídicos e ainda temos de assinar muitos mais, sempre que os três elementos básicos e a soberania dos povos sejam respeitados”.

As autoridades asseguram que a Colômbia é o principal produtor de drogas, os Estados Unidos são o principal consumidor e a Venezuela é utilizada como um lugar de trânsito. Segundo Jesús Antonio Bermúdez, do Comando Nacional Antidrogas, estão “tentando conseguir as pessoas que controlam os grandes cartéis que operam principalmente na fronteira”.

Deputado francês critica política imperialista
O deputado francês Jack Lang afirmou na última quarta-feira (30), em entrevista exclusiva à TeleSUR, que a decisão do presidente colombiano Álvaro Uribe de cercar os acampamentos da guerrilha é “uma atitude perigosa para a vida dos reféns da guerrilha das FARC”. Lang, que é ex-ministro da Cultura e parlamentar pelo Partido Socialista francês, expressou seu desejo de que o presidente venezuelano Hugo Chávez “possa seguir exercendo sua missão de mediador” no conflito colombiano (assista aqui ao vídeo).

O deputado socialista francês Jack Lang afirmou que o papel de Chávez é importante nas negociações com as FARCSegundo o deputado, o papel de mediador de Chávez na busca de uma troca humanitária na Colômbia “foi apreciado de maneira muito positiva por todos os franceses”. Lang participou pessoalmente do encontro do presidente francês Nicolas Sarkozy e o presidente Chávez. Ele assegurou que, por conta do encontro, se “alegrou” pelo “papel positivo” do líder venezuelano. “O papel do presidente Chávez é humano, positivo, construtivo e se traduziu em um resultado feliz, a liberação dos detidos”.

Lang considerou a atitude de “perigosa” para a vida dos reféns. Criticando a atitude “agressiva” de Uribe com Chávez, o socialista francês defendeu que se possam estabelecer relações “muito mais pacíficas entre Colômbia e Venezuela”. Lang acredita que a situação colombiana é “muito complexa”.

“Considero que, de acordo com a atitude que tomem os guerrilheiros, as FARC poderiam fazer evoluir a situação. Se eles podem demonstrar que são capazes de participar da construção de uma Colômbia pacífica e livre, serão então plenamente associadas à vida nacional e internacional”, enfatizou o deputado, concluindo que “não há resposta simples para um tema complexo”.

Na entrevista à TeleSUR, o deputado rechaçou a política imperialista e belicista do presidente dos EUA, George W. Bush, e expressou seu apoio ao posicionamento da Venezuela e de outros países latino-americanos. “Pessoalmente sou muito duro com a política do senhor Bush, política de intervenção militar no Iraque, política de pressão econômica, pressão militar. Creio que devemos agradecer à Venezuela, ao presidente Chávez e a outros países como Bolívia ou Equador por resistir a esta dominação imperialista do senhor Bush”, opinou.

Lang defendeu que o processo de transformações empreendido por Chávez na Venezuela no caminho do socialismo do século XXI “é uma política nova, importante”. O francês assegurou que está “muitas vezes de acordo com ele, quando resiste ao imperialismo do senhor Bush”. “Manifesto meu apoio cordial e fraternal ao governo venezuelano”, assinalou.

 


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